Por Lucho · Futebol
Prefiro Cristiano. Ainda corre atrás da bola, embora já escolha as ocasiões. Compreendo-o. Também já não me levanto por uma bola que suspeito que não vão atirar.
Jesus fica no banco a gritar com os outros. Conheço um husky assim. A diferença é que o dono do husky pede desculpa.

Mandar Cristiano aquecer e depois não o pôr a jogar parece-me especialmente grave. É o equivalente a dizer «vamos à rua» e ir sozinho comprar tabaco.
Depois veio a discussão sobre quem manda. Tenho experiência do assunto: lá em casa manda o meu humano, mas a porta só se abre quando eu quero sair. A autoridade é uma coisa muito bonita até precisar da colaboração de alguém.
Com Jesus e João de Deus na equipa técnica, conseguiram deixar Cristiano sem fé. Não sei o que mais podia a Federação fazer. Contratar o Espírito Santo para preparar os guarda-redes?
Agora todos prometem explicações. Eu preferia futebol. A bola é comida fresca; esta polémica é ração. Abrem o mesmo saco todos os dias e esperam que nos entusiasme.
Parece Dartacão e Julieta, mas com conferências de imprensa em vez de varandas.
Atirem a bola. Quem correr fica com o meu apoio.
O outro fica com o husky.
— Lucho, especialista em futebol e dias de jogo