Tal como todos os fundadores do Bone Appétit, o Zé Pedro chegou aqui pela mão do Lucho — e depois da Paloma.
O Lucho, espelho do dono: futebol, dias de jogo levados a sério, roupa a rigor e lugar marcado no sofá.
A Paloma, o último elemento da família, mais ligada a outros ritmos, outros eventos e outros estilos.
Uma família com dois filhos e dois cães, que sempre viveu muito próxima da moda, da cultura e do detalhe. Um percurso que começou com o lançamento em Portugal da Osklen em 2003.
O teu passado influenciou claramente o que querias fazer neste projeto?
Sim. O passado tem claramente muita influência na forma como olho para o projeto.
As marcas que escolhi para o Marketplace foram selecionadas a dedo — não só pelos produtos, pelo design ou pela qualidade, mas também pela visão e pela forma de pensar de quem está por trás delas.
Quis celebrar a cultura e a paixão que tenho pelos cães com pessoas que pensam da mesma forma.
Uma grande parte do mercado vende produtos sem alma, sem qualidade, muitas vezes a preços elevados. Aqui quis abrir espaço para trazer produtos com mais cuidado, melhores matérias-primas e design exclusivo.
Foi uma grande aventura. Estou muito contente com o que construímos — e ainda vêm mais marcas juntar-se à família.


Isso quer dizer que a loja online é para crescer?
Sim. Sem dúvida.
A loja é uma parte do projeto aberta a quem pensa da mesma forma e quer juntar-se à família Bone Appétit.
Queremos uma comunidade ativa, que se sinta envolvida e que possa contribuir para todos os pontos do projeto: os podcasts, a rádio, as dicas, as histórias, as receitas — e, claro, a loja também.
De que forma é que a loja pode refletir esta ideia de o projeto estar à escuta da comunidade?
Temos uma marca nossa que vai celebrar momentos que já vivemos em conjunto enquanto projeto.
Temos ideias para criar coleções específicas para momentos especiais — como é o gosto do Lucho, que adora futebol e quer ter uma camisola com estilo.
Vamos estar atentos ao que é relevante e traduzir isso na marca.
Se tivessem de descrever o Lucho só com imagens, quais seriam?
(Risos) Um foguete. Um guerreiro. Um coração enorme.
Sempre em movimento, intenso e leal — mas muito na dele, gosta do seu espaço.

E a Paloma?
Linda. Uma estrela.
Tem uma presença muito própria — entra num espaço e muda o ambiente.

Quem é que manda mais lá em casa: os filhos, os cães ou ninguém manda?
Ninguém manda sozinho.
É um equilíbrio permanente — como em todas as famílias a sério.
Se o Bone Appétit fosse um jantar em casa, o que é que nunca poderia faltar?
Tempo. Conversa.
E os cães sempre por perto.
Há alguma escolha do Marketplace que só aconteceu por causa do Lucho ou da Paloma?
Sem dúvida.
Eles são o primeiro filtro. Se não faz sentido para eles, não faz sentido para o projeto.
O que é que aprendeste sobre ti próprio depois de viveres com cães?
A abrandar.
A observar mais.
A dar mais valor a pequenas coisas.
E a perceber que o essencial raramente faz barulho.
Já andam a pensar numa segunda temporada?
Claro.
Até aqui, tudo tem sido uma surpresa. Os resultados mostram que há espaço para nichos que afinal não são assim tão nichos — são ligações fortes.
Queremos fazer mais coisas, nomeadamente criar novas ferramentas tecnológicas de apoio à comunidade.
O que gostavas que o Lucho e a Paloma dissessem um dia sobre este projeto?
Que foi feito com verdade.
E que se sentiu como casa.